Museu do Amanhã e a orla da Praça Mauá na hora dourada
Guias · Museus

Os museus do Rio, que valem uma tarde.

Oito museus no Rio que valem uma tarde de verdade — o marco futurista na Praça Mauá, a obra-prima modernista de Reidy no Flamengo, o palácio colonial na Praça XV. Horários, dicas de fila e a sala que indicaríamos a você primeiro.

Os oito

Museus do Rio, na ordem da visita.

Clique em qualquer bloco para ir direto ao guia completo. A sequência é organizada por bairro — Praça Mauá e Centro primeiro, depois o Aterro e, por fim, uma meia excursão até São Cristóvão.

  1. 01 Museu do Amanhã Praça Mauá · Porto
  2. 02 MAR · Museu de Arte do Rio Praça Mauá · Porto
  3. 03 MAM · Museu de Arte Moderna Aterro do Flamengo
  4. 04 MNBA · Belas Artes Cinelândia · Centro
  5. 05 Museu Histórico Nacional Centro
  6. 06 CCBB Rio Centro
  7. 07 Paço Imperial Praça XV · Centro
  8. 08 Museu Nacional Quinta da Boa Vista
01 · O marco futurista

Museu do Amanhã.

O museu de ciências com a cobertura alada de Santiago Calatrava — o edifício que colocou a Praça Mauá de volta no mapa.

Inaugurado em
Dezembro de 2015
Arquiteto
Santiago Calatrava
Endereço
Praça Mauá 1 · Centro
Horário
Qui–Ter, 10h–18h (última entrada 17h) · fechado às quartas
Ingresso
R$40 · meia R$20
Tempo no local
2 horas

A cobertura de Calatrava voa 75 metros sobre o porto; o edifício funciona com painéis solares e água da Baía de Guanabara; e a exposição permanente conduz você por uma única pergunta — como a espécie vai viver neste planeta ao longo do próximo século. As exposições rotativas; a arquitetura é o ponto central. Vá no final da tarde e fique para ver o porto ao entardecer.

Visão da ADV — O edifício mais fotografado do Rio depois do Cristo. Combine com o MAR (ao lado) e um jantar no distrito de armazéns atrás — reservamos o Cais do Oriente.

02 · A arte da cidade

MAR — Museu de Arte do Rio.

O Rio colecionando o Rio — de paisagens urbanas coloniais a pintores de favela — sob uma cobertura de concreto em forma de onda.

Inaugurado em
Março de 2013
Arquitetos
Bernardes + Jacobsen
Endereço
Praça Mauá 5 · Centro
Horário
Qui–Ter, 11h–18h (última entrada 17h) · fechado às quartas
Ingresso
~R$20 · gratuito às terças
Tempo no local
1h30

Dois edifícios — um palácio eclético de 1916 e um antigo terminal rodoviário — unidos por uma cobertura de concreto em forma de onda que se tornou um marco da Praça Mauá por si só. No interior, uma coleção permanente que defende que o Rio é uma cidade que merece ser pintada, das paisagens urbanas do século XIX de Debret aos artistas contemporâneos das favelas que o museu enfrenta diretamente.

Visão da ADV — O museu de espírito mais generoso do Rio. Combine com o Museu do Amanhã — ficam a quarenta passos de distância — e suba de elevador até a passarela do terraço para apreciar a vista do porto.

03 · Obra-prima modernista

MAM — Museu de Arte Moderna.

O pavilhão de concreto de 1958 de Affonso Reidy em um jardim de Roberto Burle Marx — um dos grandes edifícios do modernismo sul-americano.

Fundação
1948 · edifício atual 1958–67
Arquiteto
Affonso Eduardo Reidy
Paisagismo
Roberto Burle Marx
Endereço
Av. Infante Dom Henrique 85 · Aterro do Flamengo
Horário
Qua–Dom, 12h–18h
Ingresso
~R$20 · gratuito às quartas

O MAM é duas coisas em um só lugar. O acervo — construído em torno da doação que Gilberto Chateaubriand fez nos anos 1970 — é a maior coleção de arte moderna brasileira do país, com Tarsila do Amaral, Lygia Clark, Hélio Oiticica e todo o movimento da arte concreta em exposição permanente. E o próprio edifício, a espinha dorsal de concreto elevada de Reidy com todo o piso suspenso do chão, é um manifesto do tipo de arquitetura que o Brasil produzia quando o mundo estava de olho.

Visão da ADV — Meio da tarde, em dia de semana, e depois caminhe pelo Aterro de volta ao Botafogo. O jardim vale tanto quanto a coleção. O incêndio de 1978 destruiu grande parte do acervo original — o que está nas paredes é o que foi reconstruído depois.

04 · O acervo nacional

Museu Nacional de Belas Artes.

O museu nacional de belas-artes do Brasil — dezoito mil obras dentro de um palácio de 1908 na Avenida Rio Branco.

Fundação
1937 · edifício de 1908
Arquiteto
Adolfo Morales de los Ríos
Endereço
Av. Rio Branco 199 · Cinelândia
Status
Parcialmente fechado para reforma · galeria de moldes em gesso aberta
Ingresso
Gratuito durante a reabertura parcial
Tempo no local
2 horas

Está aqui a mais importante coleção de pintura brasileira do século XIX — as vastas telas históricas de Pedro Américo, além de Almeida Júnior, Eliseu Visconti e Vítor Meireles. O prédio foi projetado para lembrar o Louvre filtrado pela Belle Époque carioca, e o efeito funciona. Parcialmente fechado para reforma — no momento apenas a galeria de moldes em gesso está aberta, com entrada gratuita; a reabertura completa é esperada para o fim de 2026. Quando as galerias principais reabrirem, pule a ala europeia e vá direto às salas brasileiras do segundo andar e às salas do início do século XX logo depois.

Visão da ADV — O mais subestimado dos grandes museus do Rio — você frequentemente terá uma sala de Pedro Américo só para você. Combine com o Theatro Municipal do outro lado da praça e um café na Confeitaria Colombo.

05 · O Brasil em objetos

Museu Histórico Nacional.

Quatro séculos do Brasil narrados por moedas, carruagens, espadas e uniformes rendidos de dois impérios — dentro de um forte colonial.

Fundação
1922 · edifício remonta a 1603
Edifício
Forte colonial · alfândega · casa da moeda
Endereço
Praça Marechal Âncora · Centro
Horário
Ter–Sex 10h–17h30 · Sáb–Dom 13h–17h
Ingresso
~R$10 · gratuito aos domingos
Tempo no local
2–3 horas

A maior coleção histórica do Brasil — mais de 350.000 objetos — distribuída pelo Forte de Santiago, do século XVII, pelo arsenal colonial da Casa do Trem e pelo Arsenal de Guerra imperial. As peças para não perder: o trono de ouro de Dom João VI, a pena de ouro entregue à Princesa Isabel na assinatura da Lei Áurea, e a maior coleção numismática da América Latina. O Pátio Gustavo Barroso é um dos pátios mais bonitos do Centro e um lugar perfeitamente razoável para passar vinte minutos com um café.

Visão da ADV — Se você tem uma manhã tranquila no Centro, é aqui. Combine com o Paço Imperial (seis minutos a pé) e almoço na Confeitaria Colombo.

06 · A máquina de exposições

CCBB Rio.

O centro cultural mais visitado do país — um salão bancário de 1906 convertido no programa de exposições mais sofisticado do Rio.

Inaugurado em
1989 · edifício de 1906
Operador
Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço
Rua Primeiro de Março 66 · Centro
Horário
Qua–Seg 9h–20h · fechado ter
Ingresso
Gratuito · ingressos com horário marcado online
Tempo no local
1h30–3 horas

Não é estritamente um museu — o CCBB é um complexo cultural financiado por banco estatal que mantém o programa de exposições mais visitado da América Latina. O edifício de 1906 já é um atrativo por si só: colunas de mármore, rotunda com teto de vidro, a sede original do Banco do Brasil. As exposições dentro dele se renovam de quatro a seis vezes por ano e consistentemente recebem mostras itinerantes que o restante do Rio simplesmente não consegue — passagens recentes incluíram Picasso, Yayoi Kusama, Tutancâmon e a retrospectiva de M. C. Escher.

Visão da ADV — Gratuito, de excelente nível e quase sempre vale o desvio. Reserve o ingresso com horário marcado online antes de sair do apartamento — a fila pode dar a volta no quarteirão nos fins de semana.

07 · O endereço real

Paço Imperial.

Onde a família real portuguesa viveu no exílio — e onde o Brasil foi, em três momentos distintos, proclamado.

Construído em
1743 (palácio do governador)
Ocupante real
1808–1821 · Dom João VI
Endereço
Praça XV de Novembro 48 · Centro
Horário
Ter–Dom, 12h–18h
Ingresso
Gratuito
Tempo no local
1 hora

Três dos atos mais significativos da história brasileira aconteceram neste edifício — a chegada da corte portuguesa em 1808 (que fez do Rio a única capital europeia nas Américas), a elevação do Brasil a reino em 1815 e a assinatura da Lei Áurea em 1888 pela Princesa Isabel, que pôs fim à escravidão. Hoje o palácio abriga um pequeno mas bem-curado programa de arte contemporânea rotativa nas salas do andar superior; o próprio edifício é a visita.

Visão da ADV — Quarenta e cinco minutos, um interior lindamente restaurado e a livraria no andar de baixo (o lado café do Bistrô do Paço) é um dos mais charmosos assentos do Centro. A Praça XV inteira é sua recompensa por estar aqui.

08 · A excursão de meio dia

Museu Nacional · Quinta da Boa Vista.

A instituição científica mais antiga do Brasil, dentro do palácio imperial, nos jardins onde a família real cavalgava.

Fundação
1818 · por Dom João VI
Edifício
Palácio de São Cristóvão, 1803
Endereço
Quinta da Boa Vista · São Cristóvão
Status
Reabertura parcial em andamento após o incêndio de 2018
Horário do parque
Diariamente, 6h–18h · gratuito
Tempo no local
Meio dia com o parque

A história deste lugar é a própria história do Brasil. O palácio foi construído em 1803 por um comerciante português que o cedeu à coroa quando a família real fugiu de Napoleão; Dom João VI viveu aqui de 1808 a 1821; seu filho Pedro I e seu neto Pedro II nasceram ali dentro. Depois da queda do império, em 1889, o prédio se tornou o museu nacional do país — vinte milhões de espécimes, incluindo Luzia, um dos vestígios humanos mais antigos já encontrados nas Américas. O incêndio de setembro de 2018 destruiu a maior parte do acervo. O programa federal de restauração está reabrindo o palácio em etapas; os jardins, o parque e os pavilhões de exposição parciais já estão abertos, e valem a visita.

Visão da ADV — Sendo honesto: a maioria dos nossos clientes pula este por causa da distância e da reconstrução ainda em andamento. Vá se você tem interesse genuíno em história ou se o parque da Quinta da Boa Vista — um dos grandes espaços verdes abertos do Rio — é o seu tipo de tarde. Combine com o Maracanã do outro lado da rua.

Três tardes

Como realmente combiná-los.

Oito museus são demais para uma única viagem. Estas são as três tardes que montamos para os clientes, dependendo de quanto tempo têm e do que gostam.

A

Praça Mauá · a tarde no porto

14:00 Museu do Amanhã (2 h) ·  16:00 MAR ao lado (1 h) ·  17:30 Drinks no rooftop do AquaRio ·  19:30 Jantar no Cais do Oriente

Melhor numa terça-feira — o MAR é gratuito nesse dia. Os dois fecham às quartas.

B

Centro · a tarde imperial

11:00 Paço Imperial (1 h) ·  12:30 Almoço na Confeitaria Colombo ·  14:30 Museu Histórico Nacional (2 h) ·  17:00 CCBB para a exposição em cartaz

Os quatro ficam em um raio de 600 metros. Vista tênis.

C

Flamengo · a tarde modernista

13:00 Almoço no Aprazível, em Santa Teresa ·  15:00 MAM (1h30) ·  16:30 Caminhada pelo Aterro de volta ·  18:00 Pôr do sol no Pão de Açúcar

Às quartas o MAM é gratuito. Leve chapéu — o Aterro é sol pleno.

Perguntas

Perguntas que recebemos bastante.

A qual museu devemos ir se temos apenas uma tarde?

Museu do Amanhã e MAR juntos. Ficam a quarenta passos um do outro na Praça Mauá, cada um vale a visita por conta própria e o passeio à beira do porto entre eles é um dos mais bonitos do Rio. Calcule 3 horas, mais uma hora para o drink no rooftop depois.

Os museus do Rio são adequados para crianças?

O Museu do Amanhã é o mais óbvio — interativo, cheio de telas, projetado para prender a atenção. O CCBB tem funcionários dedicados e mantém uma programação infantil sólida em torno das suas exposições maiores. O MNBA e o MHN são mais tranquilos e mais adequados para crianças mais velhas que gostam de história. O MAM funciona se seus filhos já estão acostumados a apreciar arte moderna. Evite o Museu Nacional com crianças pequenas até que a reconstrução avance mais.

Um dia às terças é realmente gratuito em todo lugar?

Nem sempre — o MAR é gratuito às terças, o MAM é gratuito às quartas, o MHN é gratuito aos domingos, e o Paço Imperial e o CCBB são gratuitos todos os dias em que abrem. O Museu do Amanhã deixou de oferecer terças gratuitas e agora só tem entrada livre em feriados nacionais, com reserva antecipada. Confira o site oficial de cada um antes de ir — o calendário de dias gratuitos muda mais do que se imagina.

Preciso reservar ingresso com antecedência?

Para o CCBB, sim — o sistema de ingressos com horário marcado significa que a fila do lado de fora é de pessoas que não planejaram. Para o Museu do Amanhã e o MAR, os ingressos online economizam 15 minutos na entrada, mas não são essenciais durante a semana. Para todo o restante, comparecer sem reserva funciona bem. Se você é hóspede de um aluguel do ADV, cuidamos das reservas para você.

O Centro é seguro para caminhar entre os museus?

Sim, durante o dia. O corredor do Centro da Praça XV até a Cinelândia tem policiamento, é movimentado com trabalhadores e turistas, e os museus ficam na parte mais segura. Após o anoitecer a área esvazia rapidamente — termine seu último museu até as 18h e pegue um táxi para o jantar ou permaneça dentro de um dos cafés dos museus (CCBB e Paço Imperial têm bons opções).

O ADV pode providenciar um guia particular?

Sim. Trabalhamos com dois historiadores de arte que falam inglês no Rio — um especializado em pintura brasileira do século XIX (perfeito para MNBA + MHN) e outro em modernismo brasileiro (MAM + MAR). Calcule R$600–900 para um tour privado de três horas. Envie uma mensagem pela página de contato e faremos a combinação.

E o Inhotim?

O Inhotim é um dos grandes parques de arte contemporânea ao ar livre do mundo — mas fica em Minas Gerais, não no Rio, a cerca de uma hora de carro de Belo Horizonte. Do Rio, é um fim de semana prolongado, não uma tarde: voe para Confins na sexta, durma em BH, dia inteiro no Inhotim no sábado, voe de volta no domingo. Organizamos isso para clientes que ficam uma semana ou mais.

Os museus são acessíveis para cadeirantes?

O Museu do Amanhã e o MAR são totalmente acessíveis — ambos são construções novas com elevadores em todos os andares. O MAM e o CCBB são acessíveis em todas as áreas públicas. O MNBA, o MHN e o Paço Imperial são parcialmente acessíveis — os andares térreos são tranquilos, mas algumas galerias superiores exigem escadas. A reconstrução do Museu Nacional está sendo concluída de acordo com os padrões atuais de acessibilidade.

ADV
Charles Jonas
Corretor responsável · Art de Vivre · CRECI-RJ 009278/O

Charlie dirige a Art de Vivre — uma corretora do Rio de Janeiro licenciada no CRECI, com um portfólio de locações de luxo — desde 2011. Ele compra, vende e administra apartamentos e casas em Copacabana, Ipanema, Leblon, Joá e São Conrado, e escreve estes guias a partir do que realmente acontece na hora da escritura, não de um folheto. Tem uma pergunta sobre um apartamento de verdade? Iniciar uma conversa.

Quer que a gente planeje para você?

Reservamos a tarde.

Se você é hóspede de um aluguel do ADV, reservamos os ingressos, orientamos um guia particular e marcamos o jantar em torno do passeio. Diga-nos qual das três tardes parece certa e o restante fica por conta do concierge.